Cajamar teve origem no antigo Distrito de Santana de Parnaíba, com a denominação de ÀGUA FRIA em 1944, através do Decreto Lei n° 14.334, de 30 de novembro passou a chamar-se CAJAMAR.

Sua elevação à Município deu-se pela Lei Estadual N° 5.285 de 18 de fevereiro de 1959, sendo instalado oficialmente em 1° de janeiro de 1960.

Com um território de 135 Km², o Município de Cajamar limita-se com os Municípios de Jundiaí, Franco da Rocha, Caieiras, São Paulo, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.



A população encontra-se espersa entre o Distrito de Jordanésia, Distrito do Polvilho, Bairro do Gato Preto, Ponunduva e Guaturinho.

LOCALIZAÇÃO: Está situada ao norte da Capital do Estado. O município faz parte da região chamada “Grande São Paulo”. Limitando-se com Jundiaí, Franco da Rocha, Caieiras, São Paulo, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

Como tudo começou

O nascimento de Cajamar está ligado à implantação da fábrica de cimento Companhia Brasileira de Cimento Portland, de origem canadense, na década de 1920, em Perus. Esse material, conhecido das civilizações antigas, recebeu o nome atual, “cimento Portland”, no século XIX, graças à semelhança com as rochas da ilha britânica de Portland.

A fábrica foi instalada em Perus, ao lado da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, porque a região era rica em matéria-prima, o minério das pedreiras de Água Fria.

Na década de 1930, os trabalhadores da fábrica e das minas já estavam residindo no distrito da Água Fria, que ainda pertencia a Santana de Parnaíba. Na década de 1940, uma lei federal exigiu a mudança do nome de Água Fria, porque já existia um outro distrito com esse mesmo nome na cidade de São Paulo; foi, então, que o distrito passou a chamar-se Cajamar.

Assim, foi à exploração do minério em Cajamar que deu origem aos primeiros núcleos habitacionais, as vilas residenciais dos operários.

A primeira vila foi construída ao lado da pedreira dos Pires, já demolida; depois, foi construída a Vila do Acampamento e por último a Vila Nova.

Entrementes, o controle de preços do cimento por parte do governo federal, forçou a campanha, de capital estrangeiro, a vender a empresa em 1951. Interessaram-se pela compra o Grupo Francisco Matarazzo, o Grupo Votorantin, e José João Abdalla, então secretário do Trabalho do governo Ademar de Barros. A família J.J. Abdalla se tornou proprietária da fábrica.

É interessante destacar que os operários da Portland operavam a estrada de Ferro, numa extensão de 20 km, de Cajamar a Perus. Além disso, essa estrada foi, durante muitos anos, o único meio de transporte utilizado pelos operários para se comunicarem com São Paulo.

A Estrada de ferro é conhecida pelo nome “Estrada de Ferro Perus-Pirapora porque a intenção era transportar romeiros até a cidade de Pirapora do Bom Jesus, mas a implantação dos trilhos até lá nunca chegou a ser concluída. Os trilhos vinham de Perus à Cajamar apenas. Devido a isso a estrada tinha uma única utilidade: transportar minério.

Com o desenvolvimento da cidade de São Paulo, o bairro de Perus, que cresceu ao lado da fábrica, começou a ter sérios problemas de poluição; era muito grande a quantidade de pó expelido pelas chaminés da fábrica, em virtude dos equipamentos obsoletos.

Em 1974, a companhia foi incorporada ao patrimônio nacional, e na década de 1980 foi adquirida por um consórcio de empresas. Todavia, nessa mesma década, encerrou as atividades; movimentos populares e o Ministério Público exigiam o fim da poluição provocada pela fábrica.

Dados Históricos dos Distritos de Jordanésia e Polvilho

Santa Cruz dos Tabuões, hoje Distrito de Jordanésia, anexo ao território do Município de Cajamar, devemos sua denominação criativa ao Padre Mourtinho, precursos da Faculdade Anchieta, compondo o Binômio JORDANO / ANÉSIA, loteadores, da época do condomínio Penteado.

Com a colaboração do Deputado Estadual Leonio Ferraz Junior e então Presidente da Assembléia Legislativa, Cyro Albuquerque, que foram os responsáveis por toda mão de obra política e da Jurisprudência formada, para através da Lei n° 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, no seu item 19 – integrar as notas do quadro administrativo do Estado de São Paulo.

Com a Via Anhanguera como faixa Lindeira, único meio de comunicação, e com o início da instalação de uma industria de conservas alimentícias, seu desenvolvimento, amparado pelo poder público Municipal, foi rápido e assustador.

Com eixo da Avenida Castelo Branco até o Gato Preto, está o ponto piloto do desenvolvimento industrial.

POLVILHO: A Assembléia Legislativa do Estado, através da resolução n° 508, de 03 de dezembro de 1963, determinou fazer um plebiscito, para o Bairro do Polvilho. Felizmente dos 31 eleitores inscritos, dez apenas decidiram pela separação, isto é, o Bairro do Polvilho fosse enexado ao Município de Santana de Parnaíba. Assim, foi anulado o movimento separatista, gerando por interesse particulares que não visavam o bem da comunidade.

Prevalecendo o bom censo, hoje o Bairro do Polvilho é Distrito, através da Lei n° 621 (resolução 128 de 10 de junho de 1981).

Divisas: Lei n° 233 de 24 de dezembro de 1948

A) Com Jundiaí: Começa no Ribeirão da Cachoeira, no ponto onde é cortado pela reta do rumo norte que vem da Foz do Córrego do tanquinho, no Ribeirão Ponunduva, sobe pelo Ribeirão da Cachoeira até a Foz do Córrego da Fazendo Velha, pelo qual sobe até a sua cabeceira ocidental, segue pelo divisor fronteiro em demanda da Serra dos Cristais até a cabeceira mais setentrional do Ribeirão dos Tabuões.

B) Com Franco da Rocha: começa na Serra dos Cristais, na cabeceira mais setentrional do Ribeirão Tabuões pelo qual desce até a Foz do Córrego de Felix.

C) Com Caieiras: Começa no Ribeirão Tabuões. Na Foz do Córrego Felix, dai vai em reta ao divisor entre as águas do Córregos Olho D’água e Itaim, afluente do Ribeirão Juquirim-Mirim ou Tabuões na extremidade da reta de rumo norte que vem na Foz do Córrego Itaim no Rio Juqueri.

D) Com São Paulo: Começa no Rio Juqueri, na Foz do Córrego Itaim, pelo qual sobe até a Foz do Córrego Paiol Velho.

E) Com Santana de Parnaíba: Começa no Córrego Itaim, na Foz do Córrego Paiol Velho, pelo qual sobe até a Foz do Córrego que nasce ao sul do morro do Polvilho, sobe por este Córrego até a sua cabeceira no morro do Polvilho: Dai segue pela contra forte da margem direita do Rio Jaquari em demanda na Foz deste Rio no Rio Juqueri pelo qual desce até a Foz do Córrego do morro do Mateus.

F) Com Pirapora do Bom Jesus: Começa no rio Juqueri, na Foz do Córrego do Morro do Mateus, continua pelo contra forte da margem direita do Córrego do Morro do Mateus, até cruzar para o morro do Mateus - Ponunduva, prossegue por este divisor em demanda Foz do Córrego Tanquinho no rio Ponunduva, dai vai em reta de rumo norte até alcançar o Ribeirão da cachoeira onde tiveram início estas divisas.

POPULAÇÃO: 75.638 atualizada em 2018 de acordo com IBGE

EFEMÉRIDES: Em 20 de janeiro o Município comemora a Festa de São Sebastião, Padroeiro Local.

COORDENADAS GEOGRÁFICAS: Altitude: 735 Mts, acima do nível do mar; 23 graus e 21 minutos latitude sul; 46 graus e 52 minutos de longitude oeste; Lado esquerdo do meridiano de Greenwchit; abaixo da linha do Equador.

CLIMA: Ameno bom - frio bom - Pouco umidade; (sempre mais frio que a Capital em mais ou menos 4° graus) média anual 18, 1°C.

DISTÂNCIA DE SÃO PAULO: 38 km

DISTÂNCIA DE JUNDIAÍ: 22 km

RODOVIAS: Rodovia Anhanguera e Rodovia dos Bandeirantes.

RIOS QUE CRUZAM O MUNICÍPIO: Rio Juquiri Mirim, Ribeirão das Lavras e o Ribeirão dos Cristais.



Curiosidades

Por vários anos as locomotivas e vagões utilizados na estrada de ferro atraíram milhares de curiosos e historiadores do mundo todo devido ao fato dos trilhos terem a bitola de 60cm de largura, fato esse considerado raro até nos dias de hoje.

Durante muitos anos as pessoas chamavam o distrito do Polvilho de “Doze”. Isso deve-se ao fato daquela localidade estar no KM 12 da ferrovia. Não existia outro meio de transporte, então, além do trem puxar vagões de minério, o último vagão era sempre destinado a passageiros da região.

Origem do nome

O depoimento do ex-prefeito de Santana de Parnaíba, Antonio Brando, explica que, para atender a lei federal, ele próprio fez uma pesquisa para mudar o nome do distrito de Água Fria, pois exercia o cargo de secretário da prefeitura de Santana de Parnaíba. Assim, consultando o arquivo local, encontrou um mapa antigo, de uma gleba de terras, situada nas proximidades daquele distrito, com o nome “Cayamar”. Decidiu, então, trocar a letra “y” por “j”, julgando assim facilitar a pronúncia.

Antonio Branco acreditava que “Cayamar” provinha do nome de um bandeirante chamado Manuel Callamares, residente na região.

Mas esta não é a única explicação para a origem do nome Cajamar. Durante a segunda legislatura, foram feitos estudos que levaram o prefeito Islon Francisco de Toledo a outra conclusão. O nome teria se formado a partir da expressão indígena “cai-a-mar”, que significa “fruto colorido e manchado”. Esse fruto (foto) é produzido pelo araçazeiro, árvore que foi abundante na região e ainda existe alguns exemplares no município.